terça-feira, 27 de novembro de 2012
Os Três Mal-Amados
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Autor: João Cabral de Melo Neto
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Autor: João Cabral de Melo Neto
Escreva.
Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto fala ao telefone, mas escreva. Procura desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia; ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não queria. O simples ato de escrever nos ajuda a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. As palavras têm poder.
Era por isso que eu adorava ficar com você. Nós podíamos fazer coisas simples, como jogar estrelas-do-mar de volta na água, comer um hambúrger e conversar (…) Eu tinha noção da minha sorte. Porque você era o primeiro cara que não tentava me impressionar o tempo todo. Você se aceitava, mas, além disso, me aceitava do jeito que eu era. Então nada mais importava, nem a minha família nem a sua, nem qualquer outra pessoa no mundo. Bastávamos nós dois.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O que fazer com este amor que eu sinto por ti? O que fazer com este sentimento suicida? Pensei que tinha esquecido-te, mas, estavas enganada. Ainda há um pouco de você em mim. Ainda há restos do nosso amor que habita o meu coração. Lembranças que vagam pela minha mente tão congestionada. Ainda derramo lágrimas por ti. Ainda penso em ti. Ainda respiro por ti. Por quê? Por que não consigo livrar-me disto? Não devias mais sentir este amor por ti, mas sinto, e isto me mata cada dia mais. {♥}
Você é uma espécie de ogrodoce. Metade ogro, metade doce. O que te faz ogro? Teu jeito arrogante, prepotente, tuas chatices, tuas birras, teu jeito de dizer que eu estou errada, que sou completamente idiota, tua brutalidade. E posso admitir que sou completamente apaixonada pelo teu jeito ogro? Sim, sou. Esta tua parte me encanta, me fascina, me alucina. Mas, sabe o que me faz perder o chão? É teu jeito doce. Teu jeito de dizer que me ama, de falar “momô”, de falar o apelido que eu tanto odeio, mas que saindo de você se torna a palavra mais perfeita que possa existir, é simplesmente o teu jeito de ser romântico, delicado, apaixonante. Me faz ficar nas nuvens simplesmente por cantar um trecho de música pra mim. E então lembro dos nossos planos, e promessas… lembra? Lembra de tudo? Eu ainda lembro e isto me faz ter esperanças e ao mesmo tempo me entristece. É tudo tão contrário. Mas, quando você me dá a certeza de que no fundo ainda sente algo por mim, de que no fundo ainda espera que tudo se concretize. Me faz ver que o sentimento não acabou. Que nada acabou. Me faz perceber que é culpa do nosso orgulho, sim, o nosso orgulho que acabou com tudo. Nos atrapalhou. Nos fez destruir tudo o que demoramos mais de 1 ano para construir. Nos fez travar na hora de dizer um “sinto tua falta” ou as 3 palavras, aquelas 3 palavras que significam um mundo quando saem de você, aquelas 3 palavras que me fazem sorrir, aquele “eu te amo”. E o que resta hoje? Nós dois. Em nostalgia. Com vontade de ficarmos juntos, mesmo que distante. Tão distante. Mas, é como eu sempre te falo, se eu puder, se você quiser, eu saio da minha cidade e vou até a tua, pedindo carona, correndo o risco de ser estuprada, sequestrada… mas tudo, tudo por você. Tudo para te abraçar nem que seja por apenas 1 minuto, 1 misero minuto. Para olhar nos teus olhos. Para te beijar, talvez. E quem sabe, passar um dia com você. O melhor dia. Mas, é tudo tão difícil, né? Cada um seguiu o próprio caminho. Fez novas escolhas. E, será que vale a pena desistir de tudo que eu construí até agora apenas para voltar com você? Ter que recomeçar tudo, de novo. Como já fizemos várias vezes. E é como você diz, talvez não dê certo. Porque nunca vai dar certo. Por que sabe o que nós fazemos? Brigamos, brigamos o tempo inteiro, brigamos por as coisas mais insignificantes do mundo. Mas deveríamos tentar, mais uma vez. E, eu faria valer a pena. Dessa vez, sim. Cuidaria de você. Mas, não, estou aqui, sozinha, nostálgica, ouvindo a “nossa música” e percebendo que tudo aconteceu, exatamente tudo. Mas não importa, nada importa… tanto faz estarmos juntos ou não. Uma parte de mim sempre vai te pertencer. Uma parte de mim sempre vai estar com você. E devo acreditar nas tuas palavras? Devo acreditar quando você disse que uma parte de você sempre estará comigo? Tantas dúvidas, mas uma única certeza… a certeza de que eu amo você e de que fomos feitos um para o outro. {♥}
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Quem ama é assim, a riscos se expõe,
Quem ama se entrega e nessa entrega pode se machucar,
mas esse é o desafio de quem quer amar... Tua dor deve ser grande, outra vez decepção parecia ser o cara certo, especialmente feito pra você talvez os pessimistas sejam certos, e os desiludidos donos da razão Jovens sonhadores são ingênuos e só quebrando a cara aprenderão que amor eterno é uma utopia, casamento perfeito, ilusão príncipe encantado, fantasia, monogamia, o mesmo que
prisão... Que a figueira não floresça, que a videira não dê
frutos, vem, porém, se alegrar no Senhor... Exultai no Deus da Salvação..
Te agrada do Senhor,e Ele satisfará os desejos do seu coração Espera no Senhor, no tempo do Senhor a resposta pra tua Oração... Só não desista dos seus sonhos,
Deus tem o melhor pra você lembra que Ele está perto, Ele sofre com você... ♪
# Pimentas do reino
Quem ama se entrega e nessa entrega pode se machucar,
mas esse é o desafio de quem quer amar... Tua dor deve ser grande, outra vez decepção parecia ser o cara certo, especialmente feito pra você talvez os pessimistas sejam certos, e os desiludidos donos da razão Jovens sonhadores são ingênuos e só quebrando a cara aprenderão que amor eterno é uma utopia, casamento perfeito, ilusão príncipe encantado, fantasia, monogamia, o mesmo que
prisão... Que a figueira não floresça, que a videira não dê
frutos, vem, porém, se alegrar no Senhor... Exultai no Deus da Salvação..
Te agrada do Senhor,e Ele satisfará os desejos do seu coração Espera no Senhor, no tempo do Senhor a resposta pra tua Oração... Só não desista dos seus sonhos,
Deus tem o melhor pra você lembra que Ele está perto, Ele sofre com você... ♪
# Pimentas do reino
Quando bate a vontade, eu fecho os meus olhos me vem o teu rosto ♫
teu sorriso meigo a tua voz, o teu gosto ♫
ah como eu queria poder te abraçar, te tocar ♫
você inspira poesia
na hora do almoço, de noite ou de dia ♫
na fila do banco, no banco da praça ♫
esqueço do tempo nem noto quem passa
e o tempo não passa ♫
teu sorriso meigo a tua voz, o teu gosto ♫
ah como eu queria poder te abraçar, te tocar ♫
você inspira poesia
na hora do almoço, de noite ou de dia ♫
na fila do banco, no banco da praça ♫
esqueço do tempo nem noto quem passa
e o tempo não passa ♫
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Eu deixo tudo pra você...
Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre. 3 pessoas lendo meu coração agora. s2 24452
sábado, 30 de junho de 2012
“Existem momentos que você precisa da sabedoria. Como por exemplo, precisará da sabedoria para não cair em truques imbecis. E precisará da sabedoria para contar a história de que escapou aos truques que a vida tentou lhe pregar. Mas a ignorância, também é útil. Existem coisas que só são bonitas quando nos permitindo não entender. Como a imaginação, ou o amor, por exemplo. Acho que é por isso que Deus nos cedeu esse presente. É pra isso que existe a ignorância. Ela foi criada para quando chegar um dia em que não entendermos algo, socorrermos a ela e sentir. Apenas sentir. E não se sentir burro, e sorrir porque entendeu que não entende que isso só foi feito para sentir. E apenas sentir.”
| — | Isadora Andrade |
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