Eu sou o tipo
de solitário que está sempre cercado de pessoas. A minha solidão não é a do
confinamento, mas sim a do esquecimento. Há quem diga que ela é triste e
angustiante, e sinceramente, há alguns anos atrás eu diria a mesma coisa. É
horrível ver pessoas em todas as direções que se olha, mas ao mesmo tempo ficar
tão só. No silêncio, brincando com a sanidade. Mas é nesse silêncio que se ouve
uma voz lá no fundo de si próprio, e se ouvir essa voz, você recebe a chance de
se curar. Como se uma injeção de ânimo e esperança fosse injetada em suas
veias, mostrando quem você realmente é e a que veio ao mundo. A solidão é como
uma gripe. Te derruba por três ou quatro dias, mas no final você sai mais forte
e mais preparado pras pancadas da vida. (Henrique Dias)

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